Na noite de sexta-feira, 7 de novembro de 2025, uma supercélula — tormenta extremamente violenta — formou-se no oeste do estado do Paraná (PR) e gerou um tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, bem como áreas vizinhas, causando grave destruição.
De acordo com o sistema meteorológico local Simepar, o fenômeno foi inicialmente classificado como nível F2 (ventos entre 180 km/h e 250 km/h) — porém há fortes indícios de que em algumas áreas os ventos superaram os 250 km/h, o que o elevaria à classificação F3.
Autoridades informam ao menos 6 mortes e 437 feridos até agora.
Mais de 1.000 moradores ficaram desalojados, diversas ruas estão bloqueadas por árvores caídas e postes derrubados, e o fornecimento de energia elétrica em larga escala foi interrompido.
Onde e quando
O centro da destruição foi em Rio Bonito do Iguaçu (região sudoeste do Paraná), por volta das 19h da sexta-feira.
O sistema de baixa pressão associado a uma frente fria e um ciclone extratropical favoreceu a formação da tempestade severa.
Intensidade e danos
Ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h com possibilidade de >250 km/h em trechos.
Colapso de estruturas: casas de alvenaria destruídas ou parcialmente comprometidas, veículos tombados, árvores inteiras arrancadas.
Produto de condições meteorológicas raras para a região: supercélula, elevada instabilidade atmosférica, forte cisalhamento do vento.
Resposta das autoridades
O governo estadual do Paraná declarou estado de calamidade pública na região atingida.
Equipes da Defesa Civil do Paraná, bombeiros, hospitais da região e apoio federal foram mobilizados para atendimento dos feridos, restauração de energia, abrigo de desabrigados e avaliação de danos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou condolências e prometeu toda a ajuda federal necessária.
Relevância e contexto climático
Especialistas meteorológicos destacam que, embora tornados não sejam inéditos no Sul do Brasil, um evento com essa magnitude e intensidade é extremamente raro.
O fato ocorre em meio a alertas ampliados sobre tempestades severas na região Sul e Sudeste, exacerbadas por massas de ar muito instáveis combinadas com frentes frias.
Para o Brasil Atual360, esse evento reforça a urgência de políticas de monitoramento climático, alerta precoce e infraestrutura resiliente.
O que fazer agora e recomendações
As autoridades solicitam que moradores evitem retorno imediato às casas até que seja feita a avaliação de segurança estrutural.
Em áreas com queda de fios ou postes, manter distância e aguardar equipes especializadas.
Para o futuro: reforçar sistema de alertas pré-tempestade, melhorar planejamento urbano para ventos extremos, educação da população sobre refúgio seguro.
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